Longa-metragem ‘Parasita do coração’ estreia no Festival do Rio questionando os limites da inteligência artificial

 Por Redação 💬

Avena (Amber Gray) e Zamira (Ellie Reine) em cena de ‘Parasita do Coração’ (crédito: Divulgação Normandie Films)

‘Parasita do coração’ compete na Mostra Expectativa do Festival do Rio, abordando luto, memória, conexão humana e os limites da tecnologia

LONGA AMERICANO TERÁ SESSÃO DE GALA COM A PRESENÇA DA PROTAGONISTA AMBER GRAY; DOS ROTEIRISTAS E DIRETORES MIRIAM E MITCHELL ARENS E DA PRODUTORA BRASILEIRA FLAVIA AMON

Assista ao Trailer:

Rio de Janeiro, 28 de setembro de 2026 - O limite da Inteligência Artificial, o poder das tecnologias imersivas, o excesso do uso das redes sociais e, especialmente, o que nos faz humanos, estão no centro do filme “Parasita do Coração”, selecionado para a Mostra Expectativa do Festival do Rio 2026, realizado entre os dias 1 e 11 de outubro. O drama de ficção científica transita entre a vida real, a realidade virtual e a memória e é ambientado num futuro próximo, em que a inteligência artificial imersiva faz parte da vida cotidiana. Protagonizado por Amber Gray (estrela da Broadway indicada ao Tony por Perséfone no premiado “Hadestown” e atualmente em “Rocky Horror Show”) ao lado do veterano ator canadense Juan Riedinger (“Narcos”, “Claws”), o filme marca a estreia da dupla de roteiristas Miriam Louise e Mitchell Arens na direção de longas-metragens e tem produção da brasileira Flavia Amon. A estreia será no dia 9 de outubro, às 21h30, no Cinesystem Belas Artes Botafogo.

“‘Parasita’ nasceu de nossa experiência pessoal de luto quando, em nosso isolamento, percebemos que lamentávamos algo muito maior do que imaginávamos inicialmente: a perda da conexão humana”, conta Mitchell.

“Hoje enfrentamos uma mudança drástica na realidade com a introdução da IA e estamos à beira de um precipício tecnológico. ‘Parasita do Coração’ apresenta a história de uma mulher que descobre o poder surpreendente que todos carregamos dentro de nós, o poder do que significa ser humano”, completa Miriam. 

Antes de chegar ao Festival do Rio, o filme passou pela Seleção Oficial do Cinequest 2026, Dances With Films: LA 2026, Martha’s Vineyard Film Festival, Julien Dubuque International Film Festival e Woods Hole Film Festival, onde Amber recebeu o prêmio de melhor atuação.

O longa acompanha a história de Avena (Amber Gray) e Mark (Juan Riedinger), pais devastados pela perda da filha. Na dura convivência com o luto, eles recorrem à NeuraLife — um ecossistema digital idêntico à realidade, que oferece simulações avançadas geradas por IA, capazes de recriar memórias, vozes e personalidades. Quando uma falha misteriosa se propaga pelo sistema, memórias antigas ressurgem e o passado compartilhado pelo casal se recusa a permanecer enterrado. Enquanto Mark se refugia no mundo da NeuraLife, Avena atravessa uma jornada desconcertante, com lembranças, tecnologia e saudade, sendo levada a confrontar uma questão: quando a memória se torna um substituto perigoso para a aceitação?

À medida que se intensificam os debates sobre companheiros artificiais, réplicas digitais e ferramentas emocionais impulsionadas por IA, “Parasita do coração” toca na essência de uma tecnologia que promete conforto, mas que também corre o risco de distorcer o processo do luto. Em sua estreia no longa-metragem, o casal de cineastas Miriam e Mitchell Arens lembra ao espectador que as questões mais complexas jamais pertencerão à tecnologia, mas sim à humanidade. 

Inteiramente rodado em Martha´s Vineyard, ilha na costa de Massachusetts, a obra combina imagens líricas com uma paisagem sonora imersiva que funde ambiências orgânicas e sutis ressonâncias eletrônicas, em uma mistura de som, beleza e emoção visceral. A fotografia de Mitchell Arens é fundamental para a identidade do filme, construindo uma linguagem visual que transita entre a intimidade doméstica tátil e a sedução luminosa de espaços artificiais.

“Parasita do coração” não fala apenas de inteligência artificial. Trata de um amor que se recusa a desaparecer, da vivência da parentalidade após uma perda inimaginável e do dilema moral que surge quando a tecnologia oferece a ilusão de um reencontro. Num momento em que a humanidade discute o futuro da IA, o filme questiona: quando o conforto é infinito, o que acontece com a condição humana?

Sinopse

Avena e Mark, pais enlutados, vivem vidas separadas na NeuraLife, uma plataforma virtual indistinguível da realidade. Quando Avena é despertada inesperadamente pelo espírito de sua filha, ela é lançada em uma jornada cerebral de redescoberta pessoal. Em busca de contato humano, ela parte para libertar Mark da NeuraLife. Sua luta para restabelecer a conexão revela-se hercúlea diante do luto compartilhado, da dependência tecnológica de Mark e de uma falha milagrosa no sistema da NeuraLife. À medida que as fronteiras entre memória e realidade se confundem, o casal é impelido em direção a destinos conflitantes. Enquanto Mark fica cada vez mais aprisionado em seu mundo virtual, Avena precisa atravessar diferentes dimensões para salvá-lo — e a si mesma.

Marcado por uma atuação arrebatadora da estrela da Broadway Amber Gray, o longa de estreia de Miriam e Mitchell Arens é uma reflexão instigante sobre a nossa sociedade atual, marcada por tensões e pela tecnologia. Ao dissolver com maestria as linhas entre o real e o artificial, “Parasita do Coração” levanta a questão: o que é mais poderoso — a nossa realidade ou a virtual?

Atuação magistral de Amber Gray.
CINAPSE

Uma produção comovente e poderosa.
Go Indie Now

OS ROTEIRISTAS E DIRETORES

Miriam e Mitchell Arens são uma dupla de cineastas premiada, formada na Tisch Asia da New York University (NYU). O foco em técnicas de produção inovadoras permitiu que realizassem filmes praticamente sem orçamento ou equipamentos tradicionais ao redor do mundo. Atuando em diversas funções – de direção e produção a fotografia e mixagem de som – eles viajaram das cavernas de Dongzhong, na China, às florestas tropicais de Bornéu e à tundra siberiana. Seus trabalhos estrearam em festivais como Sundance, Cannes, Veneza, SXSW, TIFF, IDFA, Doc NYC e Berlinale. Atualmente, estão radicados em Los Angeles com seus dois filhos, mas suas almas continuam a explorar. “Parasita do Coração” marca a estreia da dupla na direção de longas-metragens. 

Ficha técnica:

Título: Parasita do Coração (Heartworm)
Gênero: Ficção científica/Drama
Duração: 106 min
Roteiro e direção: Miriam Louise Arens e Mitchell Arens
Elenco: Amber Gray, Juan Riedinger, Lillias White, Ellie Reine, Derrick Baskin
Produção: Miriam Louise Arens, Flavia Amon, Sultan Pirzhan, Nancy Foy, Melanie Ramos

SESSÕES

Dia 9, sexta-feira, às 21h30 – com convidados

Cinesystem Belas Artes Botafogo 4 (Praia de Botafogo, 316)


Dia 11, domingo, às 16h
CineCarioca José Wilker 1 (Rua Leite Leal, 45 - Laranjeiras)


Dia 14, quarta-feira, às 14h – 

Estação Claro Rio 3 (Rua Voluntários da Pátria, 35)




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