11 Oct 2010

Oktoberfest em Munique - A festa da Alegria

Publicado na revista VOCÊ EMPRESARIAL - Estado do Pará/Brasil - Set-Out/2010






OKTOBERFEST EM MUNIQUE
A FESTA DA ALEGRIA
Chris Herrmann

Chris Herrmann (Düsseldorf – Alemanha)
CORRESPONDENTE INTERNACIONAL
Brasileira, escritora e tradutora.


Todos os anos em Munique, a capital da Baviera na Alemanha, no parque Theresienwiese (nome dado em homenagem à Princesa Therese), popularmente conhecido como “Wies´n“, acontece a maior festa popular do mundo: a Oktoberfest. Com 17 dias de duração, a festa este ano será de 18 de setembro a 4 de outubro e movimentará um contingente de cerca de 6 milhões de pessoas que virão de todas as partes do mundo para desfrutar deste desfile de cores e muito alto astral.

Neste ano de 2010 as festividades contarão com um jubileu muito especial, que são os 200 anos de sua existência. É a 177ª vez que a cidade se transforma num palco de muita alegria, bebida, comida e atrações para uma multidão sedenta de diversão, já que por 24 vezes a Oktoberfest teve que ser cancelada por conta de guerras ou epidemias.

Além da gastronomia e atrações diversas que movimentam a montagem de um sem-número de barracas e brinquedos, como carrosséis e rodas-gigantes. A vestimenta é parte importantíssima para os preparativos da festa. Para festejar como um ´bávaro´ é preciso cuidar do visual típico. Os homens vestem a Lederhose (calça curta de couro) e as mulheres o Dirndl (vestido folclórico com um decote acentuado).

Mas como e quando começou tudo isto? E por que tem início em meados de setembro? A resposta está na história da Baviera. Tudo começou no dia 12 de outubro de 1810, durante as comemorações do casamento do Príncipe Herdeiro Ludwig (mais tarde, Rei Ludwig I da Baviera) com a Princesa Therese da Saxônia- Hildburghausen. Com a idéia de estimular a participação da população nos festejos, foram organizadas muitas atrações durante vários dias seguidos. E repetiu-se a festa no ano seguinte e no outro... pronto, nascera ali a Oktoberfest que começa no mês de setembro (que tem um clima mais ameno) e que tem sua última semana em outubro e que hoje fascina multidões!

Além da Oktoberfest e das famosas cervejarias e ´biergarten´ espalhados por todo canto, Munique é também a cidade da arte, dos belíssimos parques públicos, jardins, palácios, museus, brasões de armas e de Bandas Oompah (banda típica bávara). O Olympiapark, local das Olimpíadas de 1972, é visita obrigatória. Pode-se até patinar no ringue de gelo olímpico e nadar na piscina olímpica. Crianças e adultos encantam-se com o museu de bonecos, a coleção de brinquedos históricos e o teatro de marionetes que apresenta óperas de Mozart.

A Estado da Baviera (ou Bavária, em Latim) possui muitos lugares de grande beleza, como a região dos Alpes, onde está o pico Zugspitze (2,962m), o mais alto da Alemanha, e o Parque Nacional Bayerischer Wald. As montanhas da Baviera são um paraíso para amantes de caminhada e trilha e seus lagos e represas possibilitam a prática de uma grande variedade de esportes aquáticos. A Baviera é também famosa por seus jardins e parques, como o jardim Inglês de Munique, e por seus castelos e palácios: Linderhof, Neuschwanstein e Herrenchiemsee, entre outros. O passeio de barco pelo Rio Danúbio é também um dos pontos altos do turismo da região, assim como a visita às várias pequeninas e românticas cidades, como Monheim.

Apesar da base da economia ser a indústria, a Baviera possui um setor agrícola poderoso, em que se destaca a plantação de lúpulo, para o processo da famosa cerveja (claro!); e dos vinhedos. Munique possui o Museu Alemão, o maior acervo relacionado à história mundial de ciências naturais; a Galeria de Quadros Antigos e a Biblioteca do Estado, que tem mais de seis milhões de livros. Por outro lado, a cidade de Nuremberg conserva, entre outros monumentos, os monastérios de Banz e Ettal e Museu Nacional Germânico.

A Oktoberfest é comemorada em diversas cidades de todo o mundo. E vocês sabem onde é a segunda maior? Sim, em Blumenau, no Brasil, e teve sua primeira edição em 1984. Um belo exemplo de confraternização de quem mora e visita a cidade. Milhares de brasileiros também participam da Oktoberfest em Munique, fazendo turismo e acrescentando sorrisos ao evento. Munique é uma cidade moderna, linda, assim como toda a Baviera, e é muito receptiva aos visitantes, esbanjando encantos que fazem seus visitantes jurarem voltar lá...
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Trabalho Social / Soziale Arbeit






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Primeiro renga da Haikai - comentado

Primeiro renga realizado pelos membros da lista HAIKAI, agora com seus encadeamentos comentados pelo prof. Paulo Franchetti

Tarde de verão

1.
Tarde de verão –
Que refrescante
O cheiro da chuva!
2.
A rede na varanda
Balançando retorcida.


* Aqui a ligação é sutil. Há uma continuidade, mas não evidente. O que é sempre melhor. O cheiro da chuva é trazido pelo vento. O vento, ausente, na primeira estrofe e também não referido explicitamente na segunda é que é o elemento de ligação.

2.
A rede na varanda
Balançando retorcida.
3.
A casa vazia.
O cachorro arranca as roupas
Que secam no varal.


* A rede balançando retorcida sugere ausência. Ela está retorcida e talvez isso queira dizer que está vazia há algum tempo. O poeta encadeou em cima da ideia de vazio, de ausência. A casa não é desabitada, como vemos depois. Apenas não há ninguém nela por alguns momentos. O cachorro, sem ninguém que o vigie ou por puro desfastio, ataca as roupas.

3.
A casa vazia.
O cachorro arranca as roupas
Que secam no varal.
4.
Ecoam pela cidade
As vozes do trio-elétrico.


* A excitação do animal fornece o elo para a estrofe seguinte. Não há ninguém ali, talvez porque foram todos para o Carnaval. O barulho da cantoria talvez seja o que excita o cachorro.

4.
Ecoam pela cidade
As vozes do trio-elétrico.
5.
Trilha de montanha
As dores das pernas somem
Ao som da cascata


* Um belo encadeamento, fazendo o renga torcer para outro lado. Alguém se afasta da zoeira da cidade, em direção a um recolhimento nas montanhas. Os cantos de Carnaval são substituídos pelo som da cascata. Correr atrás do trio elétrico cansa, como cansa subir a montanha. Mas o som da cascata alivia a dor do cansaço com a promessa do refrigério. Portanto, é um encadeamento que estabelece um contraste entre dois cenários, um urbano e um rural, e dois ruídos, um excitante outro relaxante.

5.
Trilha de montanha
As dores das pernas somem
Ao som da cascata
6.
A imagem de um Buda
Ondula no espelho d'água.


* Outro belo encadeamento, no qual o afastamento do tema do Carnaval e da cidade se completa. Há uma continuidade: a água da cascata agora forma um espelho de água, no qual se reflete uma imagem de Buda. A sugestão é de um mosteiro ou ermida. O repouso do corpo encontra um equivalente na sugestão do repouso da mente e da alma.

6.
A imagem de um Buda

Ondula no espelho d'água.
7.
Manhã azul -
O povo chega de metrô
À praça da Sé


* Aqui o poeta parece o próprio Bashô. É muito notável este encadeamento. Tínhamos chegado num ponto de grande tensão. Havia o risco de exotismo orientalista, de começarmos a falar de coisas distantes e “poéticas”. Até onde tínhamos chegado, foi ótimo. Se prosseguíssemos no mesmo caminho, dificilmente o renga se manteria vivo. O poeta opera uma virada súbita. O Buda não está mais num mosteiro, mas na Liberdade, em São Paulo, reduto da colônia japonesa. Não há mais trilha de montanha, nem quietude. O Buda está presente em toda parte: no mosteiro e na confusão da praça. Sua imagem ondula igualmente no espelho de água. Alguém poderia dizer que a mente livre a vê tanto em um lugar como em outro. Mas isso seria talvez simbolismo excessivo. Quando a mim, o importante é o contraponto com o tom anterior e o desenvolvimento surpreendente não porque seja “brilhante”, mas por trazer de volta o pé ao chão, ao humilde e imediato. Nisso reside o brilho.da estrofe.

7.
Manhã azul -
O povo chega de metrô
À praça da Sé
8.
A plenos pulmões o pastor
Arrebanha novos fiéis.


* A cena urbana tem continuidade. O link é a imagem do rebanho. A chegada do povo, das centenas de pessoas, é seguida pelo pastor de almas que busca arrebanhar os fiéis saídos do metrô. Não há mais Buda, nem mosteiro, nem serenidade na manhã azul.

8.
A plenos pulmões o pastor
Arrebanha novos fiéis.
Final do dia –
9.
Tantas andorinhas,
Sob um céu de chuva.


* A cena evolui para a noite. No final do dia, o pastor tenta congregar possíveis fiéis, falando alto. No céu, um bando de andorinhas (ou seja, o link ainda é feito pela ideia de rebanho, implícita no verbo arrebanhar) se alimenta, em aparente desordem, com seus ruídos agudos. Talvez seja possível arrebanhar os fiéis, mas não as aves do céu, que não semeiam nem colhem nem ajuntam em celeiros. Ou talvez esse seja o mote do sermão do pastor. O céu de chuva no final do dia dá um fechamento da cena e obriga o renga a tratar da noite, até agora ausente. Algumas estrofes depois, talvez, surja a lua no céu aberto.

9.
Final do dia -
Tantas andorinhas,
Sob um céu de chuva!
10.
O gato sobre a mureta
anda pra lá e pra cá.


* As andorinhas percorrem o céu em várias direções. O gato anda em linha reta sobre a mureta. O movimento dos seres da natureza compõe um quadro interessante, sugerindo a tensão que antecede a chuva.

10.
O gato sobre a mureta
anda pra lá e pra cá.
11.
Madrugada -
Chora na maternidade
o mais novo pai.


* Um belo encadeamento. O caminhar para um lado e para outro encontra seu desenlace no final da tensão do parto. O poeta criou uma continuidade realmente sutil! O pai provavelmente também andava de um lado para outro, como o gato no muro. Esse é o ponto de ligação, que não está explícito, mas ilumina esses cinco versos com a luz do haicai.

11.
Madrugada -
Chora na maternidade
o mais novo pai.
12.
Alguém segue contente
pela neblina da cidade.


* O mundo está em paz. Nasce uma criança na madrugada; alguém atravessa a neblina contente. Como há neblina, ou a pessoa que segue contente é o próprio poeta, ou é outra pessoa e, nesse caso, talvez siga cantando ou assoviando, uma vez que não há percepção visual.

12.
Alguém segue contente
Pela neblina da cidade.
13.
Caminho de casa -
O sol brilhando nas flores
Da acácia-mimosa.


* Acácia-mimosa é kigo de inverno. A cena é uma manhã ou uma tarde de neblina (conforme a pessoa trabalhe à noite ou durante o dia), na qual o calor e a luz do sol de inverno se tornam mais presentes. A acácia floresce em junho e sua florada dura pouco tempo. O brilho passageiro do sol que suplanta a neblina, bem como a brevidade das flores ecoa a alegria da pessoa que caminha, sugerindo transitoriedade.

13.
Caminho de casa –
O sol brilhando nas flores
Da acácia-mimosa.
14.
Na gangorra da praça,
A criança de cachecol.


* A cena se completa. O caminhante de volta a casa atravessa uma praça, na qual floresce a acácia e as crianças brincam na gangorra. Uma delas (talvez as duas que brincam na gangorra ou talvez todas, mas não é isso que o haicai apresenta) de cachecol.

14.
Na gangorra da praça,
A criança de cachecol.
15.
Domingo de outono-
A janela a ser aberta
Mostrará algo novo?


* Quando li, a singularidade da criança de cachecol me chamou mais a atenção. Como se fosse apenas uma, como se o frio se anunciasse – e não estivesse já instalado o inverno. Sem dúvida, ficaria melhor se o primeiro verso fosse algo como “Final de tarde”, ou “Tarde de domingo”. Nesse caso, o clima invernal persistiria e permitiria melhor aproveitamento da imagem. Não foi assim que foi escrita, porém. O que me fez decidir por essa estrofe entre as outras foi a delicada relação que ela estabeleceu com a anterior. O outono é tradicionalmente a estação da maturidade. Há um contraste entre a cena alegre do dístico e a modorra do domingo outonal, em que alguém se pergunta sobre a possibilidade de mudança.

15.
Domingo de outono –
A janela a ser aberta
Mostrará algo novo?
16.
De binóculo o vizinho
Vasculhando a vizinhança.


* O dístico constitui um passo adiante na sequência temporal do poema anterior. Alguém se faz a pergunta, provavelmente um velho. E logo se põe a agir. A cena é descontraída, tem aquele humor inclusivo, que é próprio do haicai.

16.
De binóculo o vizinho
Vasculhando a vizinhança.
17.
Tanto mar...
Um cargueiro vai sumindo
Na linha do horizonte


* A cena se amplia de novo. O verso “tanto mar” tem fortes assonâncias sentimentais, para nós, herdeiros dos portugueses e da sua lírica. O renga se tinge de nostalgia. Em certo sentido, é um encadeamento por contraste: há um agudo contraste entre o vizinho olhando a vizinhança e a visão do cargueiro sumindo no horizonte. Pode ser o mesmo sujeito a olhar as duas coisas. Ou pode ser uma espécie de comentário: enquanto um usa o binóculo para ver a vida dos vizinhos o outro prefere olhar para o horizonte amplo. Um senão dessa escolha podia ser o fato de que esse terceto poderia ser encadeado diretamente com o terceto (e não o dístico anterior). Mas não creio que esse tipo de preocupação nos deva perturbar no momento: as formas de encadear, a sutileza das junções é o que precisamos dominar antes de tudo.

17.
Tanto mar...
Um cargueiro vai sumindo
Na linha do horizonte.
18.
Cai a noite sobre as ondas,
piscam luzes dos faróis...

* Nada estava explícito, mas ao que tundo indica até a inserção deste dístico a cena era diurna. Foi uma bela continuação essa, em que o fim do dia se precipita. A cena se completa: é uma marinha. Um véu de melancolia parece de repente instalar-se no renga.

18.
Cai a noite sobre as ondas,
piscam luzes dos faróis...
Um táxi corre
19.
Por avenidas desertas –
O boêmio ronca.


* Outro encadeamento ótimo! Os faróis marinhos são agora faróis de carros. À melancolia marítima sucede uma cena urbana, trazendo o renga de novo para o nível do chão, do prosaico, bem no espírito do haicai. Se as avenidas estão desertas, é madrugada, ou então é mesmo começo da noite de algum feriado. Mas é mais provável que tenhamos de supor um salto entre o anoitecer do dístico e a madrugada do terceto. Os faróis piscam, os olhos do boêmio já não, pois estão fechados. Há ainda alguma correspondência entre as ondas que refletem a luz dos faróis marítimos e as avenidas desertas, iluminadas pelos faróis dos carros. O último verso é de fato ótimo!

19.
Um táxi corre
Por avenidas desertas –
O boêmio ronca.
20.
Ao amanhecer, um pássaro
que não para de cantar.


* Mais um belo encadeamento! O boêmio ronca e o pássaro canta. Ambos continuamente, supomos. A cena é agora situada no começo do dia e cada um faz o que é de acordo com a sua natureza: o notívago dorme, o pássaro acorda. Ambos se manifestam por meio de um ruído específico. Resulta, desse quadro, uma estranha sensação de que o mundo caminha em ordem - como diria o
Blyth.

20.
Ao amanhecer, um pássaro
que não para de cantar.
21.
Céu limpo -
Os olhos das vacas brancas
acompanhando a menina.


* A cena se completa no campo, ou nos subúrbios. Uma menina caminha, vai para a escola talvez, os pássaros cantam e as vacas olham. É algo muito plácido, suave, no qual tudo se integra. Apenas uma nota dissonante: o pássaro no singular. Algo fica um pouco estranho, pois é difícil imaginar um só pássaro cantando ao amanhecer. A singularização do pássaro produz um efeito curioso: seria aquele no qual a menina presta atenção, enquanto as vacas prestam atenção nela?

21.
Céu limpo -
Os olhos das vacas brancas
acompanhando a menina.
22.
À sombra do cogumelo
o inseto se abriga.


* Já não é manhã. O céu está limpo, portanto há sol. As vacas parecem agora modorrentas, olhando o movimento da menina. Dá para imaginar a ruminação interrompida e o olhar de atenção das vacas. Eu preferiria que fosse, no dístico, "um inseto" ou então que ele fosse nomeado. Mas da forma como está não está mal: agora é o olhar da menina que percebe o inseto se abrigando do calor do sol sob a sombra do cogumelo. Quando li, imaginei (vejam o que é a imaginação!) que a menina estava de sombrinha e que o inseto e ela tinham alguma homologia.

22.
À sombra do cogumelo
o inseto se abriga.
23.
paineira florida
a mulher de sombrinha
passa devagar


* Agora sim, o encadeamento é por homologia. O inseto está embaixo do cogumelo como a mulher embaixo da sombrinha. Tudo é uma espécie de guarda-chuva: o cogumelo, a sombrinha propriamente dita e até a paineira sobre o inseto e sobre a mulher de sombrinha.

23.
Paineira florida
a mulher de sombrinha
passa devagar.
24.
no meio da tarde
súbito sopra o vento frio


* Outro encadeamento interessante. As paineiras florescem até abril e formam as bolas de paina no inverno. No encadeamento, o tom é outonal. É a primeira rajada do vento de outono. Mas a pessoa usa sombrinha, então ainda há sol quente. O quadro, com a introdução do outono, permite imaginar agora que a mulher de sombrinha não caminha devagar para olhar as flores, mas por conta
da velhice.

24.
No meio da tarde
súbito sopra o vento frio
Rua de subúrbio -
25.
Saem mães preocupadas
chamando seus filhos.


* Uma súbita mudança de tempo desperta o cuidado materno. A concretude da imagem elimina a melancolia do outono, substituída pela agitação das mães, que dá movimento e uma leve tonalidade dramática ao quadro. É próprio do renga renovar-se, encontrar caminhos surpreendentes.

25.
Rua de subúrbio -
Saem mães preocupadas
Chamando seus filhos.
26.
Vem do ninho o piado
à espera de alimento.


* Mais um encadeamento muito bom. O ponto é 'maternidade'. As mães chamam os filhos; os filhotes de passarinho chamam as mães. Há uma figuração especular, que sugere a unidade do mundo.

26.
Vem do ninho o piado
à espera de alimento.
27.
Névoa da manhã -
Aqui e ali o vulto branco
Do gado no pasto.


* Uma paisagem de paz e renascimento. Ouve-se o piado que vem do ninho, oculto pela névoa espessa, que também domina o pasto. Os pássaros esperam por alimento; o gado se alimenta no pasto. A névoa recobre tudo. A relação entre as estrofes é por semelhança.

27.
Névoa da manhã -
Aqui e ali o vulto branco
Do gado no pasto.
28.
Há sorrisos e covinhas
na Primeira Comunhão.


* O encadeamento é sutil. Manhã de névoa da ideia de primavera. A ideia de renascimento e juventude ecoa na infância. A cena é campestre. A comunhão do homem com a natureza, a unidade do mundo é sugerida por essa cena de brancura em que passamos insensivelmente do que domínio do natural para o da iniciação religiosa.

28.
Há sorrisos e covinhas
Na Primeira Comunhão.
29.
Almoço festivo -
Roupas brancas das crianças
Manchadas de molho.


* O encadeamento completa o quadro, fazendo avançar o relógio até a hora do almoço. A cena se completa com o registro do molho sobre a roupa branca. Embora não haja encadeamento com as estrofes anteriores à que serviu de base, não deixa de ser sugestiva essa concretização da cor através do branco. Agora tudo se vê, inclusive as manchas na roupa.

29.
Almoço festivo -
Roupas brancas das crianças
Manchadas de molho.
30.
A passeata da paz
Na praia de Copacabana.


* A cena parecia campestre. Recebe agora um novo rumo. Estamos em plena cidade. O assunto religioso foi deixado para trás. O branco agora é das roupas de uma caminhada pela paz. É sobre o branco que se faz o encadeamento, mas a reviravolta é notável: deslocando o tema e o cenário, preserva o clima de inclusão, de harmonia, em que ocorrem as marcas prosaicas da vida, nas manchas devidas à alimentação das crianças.

30.
A passeata da paz
Na praia de Copacabana.
31.
Noite de primavera -
Um desejo de abraçar
o filho que partiu.


* O tom subitamente se torna triste, pesado, melancólico. Qual a ligação entre a passeata da paz e o desejo de abraçar o filho que partiu? É o clima de congraçamento, que faz sentir ainda mais a distância? Ou o filho já não vive, é uma das vítimas da guerra ou da violência contra a qual se protesta?

31.
Noite de primavera –
Um desejo de abraçar
O filho que partiu.
32.
Pela janela do quarto,
O perfume do lírio-branco.


* A lembrança do filho ausente se intensifica na noite de primavera, estação que se associa ao renovar da vida e das energias, após o inverno. O quarto está, porém, vazio. O intenso perfume do lírio antes indica a falta que o preenchimento. Não se vê nem o filho, nem o lírio. Mas sente-se, de alguma forma, intensamente, a presença de ambos.

32.
Pela janela do quarto,
O perfume do lírio-branco.
33.
A última página
do livro de cabeceira -
Silêncio e penumbras.


* O encadeamento dá novo rumo ao renga, que estava ficando preso a clima de tristeza. A cena agora é de modorra, de conforto.

33.
A última página
Do livro de cabeceira –
Silêncio e penumbras.
34.
Passo o final do dia
Pensando no outro dia...


* Já não é noite, como há algumas estrofes, mas entardecer. Subitamente, parece que saltamos para o outono. A cena tem um algo melancólico. Se fosse “pensando nos outros dias”, seria decididamente melancólica. Como está, existe a ambiguidade de o outro dia estar no futuro. O encadeamento se fez a partir do silêncio e da indefinição da hora, entre dia e noite.

34.
Passo o final do dia
Pensando no outro dia...
35.
Brinquedos no chão -
O avô sorri sozinho
tomando café.


* A melancolia se foi. O avô se lembra do dia passado com o neto, ou antecipa o próximo dia que passará com ele.

35.
Brinquedos no chão –
O avô sorri sozinho
Tomando café.
36.
Uma cigarra cantando
Vem aí outra estação.


* Um ótimo final para o nosso primeiro renga: renovam-se as gerações dos homens, assim como a natureza, por meio das estações. Assim também o nosso renga se foi renovando ao longo das 36 estrofes.

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10 Oct 2010

O primeiro renga da Haikai

O primeiro renga da lista HAIKAI, coordenada pelo prof. Paulo Franchetti e Rosa Clement

Tarde de verão
Início: 02.02.2010
Término: 04.10.2010

1.
Tarde de verão -
Que refrescante
O cheiro da chuva!

[ Celso Pestana ]

2.
A rede na varanda
Balançando retorcida.

[ José Marins ]

3.
A casa vazia.
O cachorro arranca as roupas
Que secam no varal.

[ Antonio Ezequiel ]

4.
Ecoam pela cidade
As vozes do trio-elétrico.

[ Paulo Franchetti ]

5.
Trilha de montanha
As dores das pernas somem
Ao som da cascata

[ Rosa Clement ]

6.
A imagem de um Buda
Ondula no espelho d’água.

[ Antonio Ezequiel ]

7.
Manhã azul -
O povo chega de metrô
À praça da Sé

[ Celso Pestana ]

8.
A plenos pulmões o pastor
Arrebanha novos fiéis.

[ Antonio Ezequiel ]

9.
Final do dia -
Tantas andorinhas,
Sob um céu de chuva!

[ Paulo Franchetti ]

10.
O gato sobre a mureta
anda pra lá e pra cá.

[ Benedita Azevedo ]

11.
Madrugada -
Chora na maternidade
o mais novo pai.

[ Chris Herrmann ]

12.
Alguém segue contente
pela neblina da cidade.

[ Solange Yokoyawa ]

13.
Caminho de casa -
O sol brilhando nas flores
Da acácia-mimosa.

[ Paulo Franchetti ]

14.
Na gangorra da praça,
a criança de cachecol

[ Jiddu Saldanha ]

15.
Domingo de outono-
a janela a ser aberta
mostrará algo novo?

[ Solange Yokoyawa ]

16.
De binóculo o vizinho
Vasculhando a vizinhança.

[ Benedita Azevedo ]

17.
Tanto mar…
Um cargueiro vai sumindo
Na linha do horizonte

[ Celso Pestana ]

18.
Cai a noite sobre as ondas,
piscam luzes dos faróis …

[ Guin Ga ]

19.
Um táxi corre
Por avenidas desertas -
O boêmio ronca.

[ Celso Pestana ]

20.
Ao amanhecer, um pássaro
que não para de cantar.

[ Rafael Noris ]

21.
Céu limpo -
Os olhos das vacas brancas
acompanhando a menina.

[ Solange Yokoyawa ]

22.
À sombra do cogumelo
o inseto se abriga.

[ Antonio Ezequiel ]

23.
Paineira florida
a mulher de sombrinha.
passa devagar.

[ José Marins ]

24.
No meio da tarde
súbito sopra o vento frio.

[ Carlos Viegas ]

25.
Rua de subúrbio –
Saem mães preocupadas
chamando seus filhos.

[ Guin Ga ]

26.
Vem do ninho o piado
à espera de alimento.

[ Chris Herrmann ]

27.
Névoa da manhã -
Aqui e ali o vulto branco
Do gado no pasto.

[ Paulo Franchetti ]

28.
Há sorrisos e covinhas
na Primeira Comunhão.

[ Chris Herrmann ]

29.
Almoço festivo
Roupas brancas das crianças
Manchadas de molho.

[ Carlos Viegas ]

30.
A passeata da paz
Na praia de Copacabana.

[ Celso Pestana ]

31.
Noite de primavera –
Um desejo de abraçar
o filho que partiu.

[ Ceci Matsu ]

32.
Pela janela do quarto,
O perfume do lírio-branco.

[ Paulo Franchetti]

33.
A última página
do livro de cabeceira -
Silêncio e penumbras.

[ Chris Herrmann ]

34.
Passo o final do dia
Pensando no outro dia…

[ Rafael Noris ]

35.
Brinquedos no chão -
O avô sorri sozinho
tomando café.

[ Chris Herrmann ]

36.
Uma cigarra cantando
Vem aí outra estação.

[ Celso Pestana ]

15 Sep 2010

“Humanidades Extemporâneas“

“Humanidades Extemporâneas“ – Um olhar e mil artes

por Chris Herrmann *

Conhecer a pessoa de Tchello d’Barros foi uma das melhores surpresas que tive nos últimos tempos. Sim, porque não é sempre que temos a oportunidade de interagir com alguém tão inteligente, sensível, amável, estudioso, multitalentoso e antenado com o mundo.

Como se não bastasse tudo isso, a cada exposição ou publicação de seus trabalhos, conhecemos novos “Tchellos”: o pesquisador, o observador, o questionador, o preocupado com o mundo, o que alerta para as pequenas grandes coisas da vida, o que vibra, que ama, que chora, que cala e o poeta que sinaliza não conseguir rimar dor com amor.

O retrato deste artista multifacetado nos mostra que é possível reunir e vivenciar diversos talentos numa só pessoa. Sua impressionante coleção fotográfica é mais um ´tijolinho´ que compõe a obra do artista visual/designer, editor/escritor e viajante Tchello d’Barros.

A série fotográfica em P&B Humanidades Extemporâneas dialoga e traz elementos e indícios de outras modalidades de expressão artística, nas quais o artista também se dedica, tais como o desenho, a pintura, a poesia visual, o haicai (poema curto de origem japonesa) etc. E, indo mais além, por que não a música, a dança, a filosofia e a sociologia? São temas presentes nesta série, provando que não precisa haver barreiras para a sensibilidade dos amantes da fotografia.

As imagens fazem parte do acervo do artista e são clicadas em suas viagens por diversas cidades do Brasil e do mundo. São temas variados onde o centro é o ser humano e a dimensão poética de seu cotidiano, suas inquietações, seu silêncio.

Pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai, que traz na sua essência o olhar único e, neste caso, de um poeta genial. A sequência nos vai tirando a fala, mas não a emoção. Reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.

* Christina Magalhães Herrmann é escritora, editora digital, carioca radicada em Düsseldorf/ Alemanha.




RELEASE

Aliança Francesa (Vitória-ES) apresenta a exposição fotográfica “Humanidades Extemporâneas”, de Tchello d’Barros, com curadoria de Denise Moraes.



A Aliança Francesa, de Vitória-ES, abre nova exposição, desta vez trata-se da série de fotografias em P&B Humanidades Extemporâneas, 23ª exposição individual do artista visual brasileiro Tchello d’Barros. A cidade de Vitória foi escolhida pelo artista por lhe ser uma cidade afetiva, sua família já viveu na capital capixaba e o espaço da exposição da AF foi escolhido pela curadora Denise Moraes por ser uma entidade ligada à cultura francesa. Também porquê a França é um país fortemente associado à fotografia, sendo inclusive visitado eventualmente pelo autor, que tem como principais referenciais os fotógrafos franceses Henry Cartier-Bresson, Pierre Verger e Robert Doisneau.

A curadora acompanha há alguns anos a produção do multifacetado Tchello d’Barros e escolheu essa série de imagens por contrastar e ao mesmo tempo dialogar com outros trabalhos do artista já apresentados na região, como uma série de haicais e a mostra individual de poesia visual Convergências, exibida na faculdade Estácio de Sá.

A coleção de clics é resultante do olhar de viajante que o autor exercita em suas viagens pelo Brasil e Exterior, onde o ser humano – sempre presente nas imagens - é apresentado algumas vezes de forma implícita ou inusitada, em seus aspectos poéticos, dramáticos, culturais, sociopolíticos etc, onde o cotidiano retratado constitui-se numa crônica da contemporaneidade.

Para a escritora carioca, Chris Herrmann, que da Alemanha onde está radicada, acompanha as exposições e publicações de Tchello, “pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai... reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.”

Segundo o autor, “Humanidades Extemporâneas é um trabalho que diferencia-se de minhas criações em pintura, gravura e literatura, não só na linguagem mas também nas escolhas temáticas e respectivas abordagens. Vivemos um tempo de hiperinformação midiática, poluição visual e afetividades mediadas pelas recentes tecnologias virtuais. A produção dessa série de imagens não pretende negar nada disso, mas perpassa um conceito de extemporaneidade, fora de nosso tempo presente e lugar em que vivemos, com cenas que poderiam ser vivenciadas numa geração anterior ou quem sabe, de uma que ainda está por vir”.


SERVIÇO

Visitação: 23 de setembro a 23 de outubro de 2010
Horários: 2ª a 6ª das 8 às 20h Sábados das 8 às 12h
Endereço: Aliança Francesa | Vitória-ES
Rua Alaor Queiroz de Araújo, 200
Enseada do Suá - Vitória-ES
Curadoria: Denise Moraes
Texto de apresentação: Chris Herrmann
Contatos:
Aliança Francesa - (27) 3345.1498
aliancafrancesavitoria@hotmail.com
Denise Moraes - (27) 3228.1997
denisemoraes53@yahoo.com.br
Tchello d’Barros - (91) 8288.9103
tchello@tchello.art.br


12 Sep 2010

Haicai



A última página
do livro de cabeceira -
Silêncio e penumbras.

Chris Herrmann

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8 Aug 2010

Grupo Go-Brasil - Munique - 21.Julho.2010

Apresentação do grupo de batuque brasileiro "Go-Brazil" (www.go-brazil.de) na festa da polícia - Munique - 21.Julho.2010

Lothar Kuhn e eu fizemos pequenos filmes e depois a edição final. Quem nos convidou para a festa foi uma integrante do grupo, nossa amiga Susie.




Susie e Lothar

20 Apr 2010

DIA DO ÍNDIO




É Dia do ìndio -
O menino na mata
não sabe da data.

Chris Herrmann

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16 Apr 2010

Aracnohaicai




Sozinha, a aranha
constrói sua fortaleza -
Fios de seda.

Chris Herrmann

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30 Mar 2010

7 Haigas...



Haiga é um haikai acompanhado de uma imagem onde o poema escrito interage com simplicidade e sutileza, criando uma sugestão na mente do leitor!...

Jiddu Saldanha e Chris Herrmann


Haiga e haiku são palavras de origem japonesa que andam sempre juntas e pertencem ao vocabulário dos escritores de haiku, ou haicai em português. Em sua definição mais simples e tradicional, haiga é uma pintura genuinamente japonesa, complementada por um haicai e uma caligrafia (caracteres em japonês, geralmente omitidos em haigas ocidentais). Hai significa poema e ga, pintura. Segundo os estudiosos, a haiga tem uma origem obscura mas há registros de que, no século XVII, já era usada para decorar painéis, álbuns, telas e leques. Por sua vez, o haicai é um poema de apenas três versos, com um curto número de sílabas e que remete o leitor a cenas da natureza. Acompanhado de uma pintura ou desenho gráfico, no entanto, o haicai pode mostrar mais claramente a instantaneidade do momento, suas sensações e suas essências. Com o advento do computador, a haiga se modernizou e hoje pode incluir arte digital ou fotografia, mas sempre fazendo par com um haicai.

Rosa Clement

25 Mar 2010

Haicai




Chuva de Outono –
As lágrimas na janela
não deixam vestígio.

Chris Herrmann

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15 Feb 2010

Trovinhas

Chris Herrmann

É alguém a se engajar

por onde tudo começa.
Um verbo no linguajar
pode interferir à beça.

Pode interferir à beça
seja um anjo ou sacrepanta.
Não há nada que os impeça
se o canto os males espanta.

Se o canto os males espanta,
a palavra exerce encanto.
Nem sempre um que acalanta,
nem sempre sorriso ou pranto.
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27 Jan 2010

Minotauro

Byafra e Chris Herrmann


No meio do palavrório,

procuro a frase que me conduza à saída do labirinto.

O labirinto me sinaliza umas poucas palavras.

Poucas palavras não minimizam a poesia.

Abrem portas. Levitam lá fora.


No meio densa, imensa.


A melhor palavra é a que me conduz ao silêncio,

é a que arrebata a poesia antes da busca.

É a que traça um labirinto de mim mesmo.

É a que me indica ser esta a saída,

meio gente, meio tudo.


Meio do caminho.

21 Jan 2010

5 anos do CAFÉ FILOSÓFICO ´DAS QUATRO´


Há 5 anos lancei a idéia da criação de uma comunidade no Orkut.com onde pudéssemos discutir assuntos diversos, com ênfase em filosofia e cultura, dirigida por 4 amigas. Com o tempo, contamos com o apoio de membros da comunidade para a administração e moderação. Criamos concursos, fizemos diversas entrevistas, lançamos livros impressos, criamos a Homepage da comunidade, o blog Jornal do CF4, editamos vídeos. E nasceram comunidades coligadas, como a Orkultural (ligada à coluna homônima) e a Sociedade dos Pássaros-Poetas. Trovadores Noturnos também se juntou a nós, assim como a Discutindo Literatura, O Ícaro e Borboleta, e outras queridas.

Recentemente, o professor Pedro Lyra (poeta, ensaísta e crítico literário, que já foi um de nossos entrevistados), convidou o CF4 e a comunidade Discutindo Literatura (da Luciana Pessanha) para que fizéssemos um apanhado de nossas entrevistas e também um ensaio sobre a nossa experiência na moderação de comunidades virtuais para uma publicação impressa. Este trabalho já está pronto e sendo editado. Em breve será lançado com exclusividade na revista Tempo Brasileiro.

Hoje, estamos colhendo os frutos de um ambiente propício à liberdade de expressão com respeito às divergências de opinião, como sempre foi a marca da comunidade.

Eu, assim como as outras 3 ´das Quatro´, o corpo de moderadores que nos apóiam e também com a administração, estamos muito satisfeitos com os resultados. Recebemos também um ótimo ´feedback´ dos membros através de e-mails dirigidos à administração da comunidade.

Manifesto aqui meu agradecimento profundo às três amigas Soraya Vieira, Edith Janete Schaefer, Katia Ceregato, bem como à Andrea Lucia, Marcia Uchôa, Maristela e Sonia Salim pelo carinho e apoio de sempre. Incluo também todos os membros que sempre apoiaram nossa comunidade ao longo desses 5 anos, seja na moderação, nas entrevistas ou na administração: Durval Castro, Teresa Mavignier, Marcia Beraldo, Claudete Shinohara, Rita Blue, Marcelo Mourão.

São muitas as pessoas que ajudaram a apurar o sabor do nosso cafezinho de cada dia.
Aproveito a oportunidade para agradecer, também, a:

Denise Moraes, moderadora que contribui massivamente com nossas entrevistas culturais;

Silvia Vitória e Sonia Ortega, duas moderadoras também muito queridas que tivemos;

Fabio Vale, que durante um bom tempo ajudou a administrar nossa comunidade;

Rosana Buarque, que contribuiu muito com vídeos dedicados ao CF4 e seus entrevistados;

Todos os entrevistados que já tivemos desde a criação do Café e a todos os membros que participam ativamente contribuindo para o enriquecimento dos debates (seria uma infindável lista de nomes, mas todos eles sabem que são muito queridos por nós).

A todos vocês meu agradecimento especial.

Um grande abraço.

Chris Herrmann
Fundadora do CF4

[o avatar do CF4 foi gentilmente decorado para o aniversário pela Katia Ceregatto, uma ´das quatro´ do Café.]


3 Jan 2010

Homenagem a Jiddu Saldanha

E disse um dia a borboleta para o Haijin:


Tão leve o poema
como um filme de Jiddu –
lágrima que brota.

Chris Herrmann


Parabéns pelo dia de hoje, querido amigo Jiddu, e para todos nós, que temos o privilégio de desfrutar o mundo com a sua presença!

Beijos leves...

Chris

O maior bem

Ainda sobre o tema amigos:

Ter amigos é o maior bem deste mundo. Ainda que não possamos dar a atenção especial que cada um deles merece, que saibamos então demonstrar o que sentimos nos breves momentos compartilhados, tornando-os especiais.


Chris Herrmann