7 Mar 2012
16 Dec 2011

À noite um choro,
lua e estrela em coro
adornam o mundo
todo o ano de novo.
Chris Herrmann
Labels: Natal
19 Nov 2010
Guilhermino

Por que fita a lua?
Pensando, os carros passando
no meio da rua.
Chris Herrmann
Sugestão de leitura: "Guilherme de Almeida e a história do haicai no Brasil" do Prof. Paulo Franchetti
.
Labels: American Haiku, guilherme de almeida, guilhermino, Haicai, haicai no Brasil, Haikai, Paulo Franchetti
15 Oct 2010
11 Oct 2010
Oktoberfest em Munique - A festa da Alegria
A FESTA DA ALEGRIA
Chris Herrmann
CORRESPONDENTE INTERNACIONAL
Brasileira, escritora e tradutora.
Além da gastronomia e atrações diversas que movimentam a montagem de um sem-número de barracas e brinquedos, como carrosséis e rodas-gigantes. A vestimenta é parte importantíssima para os preparativos da festa. Para festejar como um ´bávaro´ é preciso cuidar do visual típico. Os homens vestem a Lederhose (calça curta de couro) e as mulheres o Dirndl (vestido folclórico com um decote acentuado).
Mas como e quando começou tudo isto? E por que tem início em meados de setembro? A resposta está na história da Baviera. Tudo começou no dia 12 de outubro de 1810, durante as comemorações do casamento do Príncipe Herdeiro Ludwig (mais tarde, Rei Ludwig I da Baviera) com a Princesa Therese da Saxônia- Hildburghausen. Com a idéia de estimular a participação da população nos festejos, foram organizadas muitas atrações durante vários dias seguidos. E repetiu-se a festa no ano seguinte e no outro... pronto, nascera ali a Oktoberfest que começa no mês de setembro (que tem um clima mais ameno) e que tem sua última semana em outubro e que hoje fascina multidões!
Labels: Chris Herrmann, Christina Magalhães Herrmann, oktoberfest, revista VOCÊ EMPRESARIAL
Primeiro renga da Haikai - comentado
Tarde de verão
1.
Tarde de verão –
Que refrescante
O cheiro da chuva!
2.
A rede na varanda
Balançando retorcida.
2.
A rede na varanda
Balançando retorcida.
3.
A casa vazia.
O cachorro arranca as roupas
Que secam no varal.
3.
A casa vazia.
O cachorro arranca as roupas
Que secam no varal.
4.
Ecoam pela cidade
As vozes do trio-elétrico.
4.
Ecoam pela cidade
As vozes do trio-elétrico.
5.
Trilha de montanha
As dores das pernas somem
Ao som da cascata
5.
Trilha de montanha
As dores das pernas somem
Ao som da cascata
6.
A imagem de um Buda
Ondula no espelho d'água.
6.
A imagem de um Buda
Ondula no espelho d'água.
7.
Manhã azul -
O povo chega de metrô
À praça da Sé
7.
Manhã azul -
O povo chega de metrô
À praça da Sé
8.
A plenos pulmões o pastor
Arrebanha novos fiéis.
8.
A plenos pulmões o pastor
Arrebanha novos fiéis.
Final do dia –
9.
Tantas andorinhas,
Sob um céu de chuva.
9.
Final do dia -
Tantas andorinhas,
Sob um céu de chuva!
10.
O gato sobre a mureta
anda pra lá e pra cá.
10.
O gato sobre a mureta
anda pra lá e pra cá.
11.
Madrugada -
Chora na maternidade
o mais novo pai.
11.
Madrugada -
Chora na maternidade
o mais novo pai.
12.
Alguém segue contente
pela neblina da cidade.
12.
Alguém segue contente
Pela neblina da cidade.
13.
Caminho de casa -
O sol brilhando nas flores
Da acácia-mimosa.
13.
Caminho de casa –
O sol brilhando nas flores
Da acácia-mimosa.
14.
Na gangorra da praça,
A criança de cachecol.
14.
Na gangorra da praça,
A criança de cachecol.
15.
Domingo de outono-
A janela a ser aberta
Mostrará algo novo?
15.
Domingo de outono –
A janela a ser aberta
Mostrará algo novo?
16.
De binóculo o vizinho
Vasculhando a vizinhança.
16.
De binóculo o vizinho
Vasculhando a vizinhança.
17.
Tanto mar...
Um cargueiro vai sumindo
Na linha do horizonte
Tanto mar...
Um cargueiro vai sumindo
Na linha do horizonte.
18.
Cai a noite sobre as ondas,
piscam luzes dos faróis...
18.
Cai a noite sobre as ondas,
piscam luzes dos faróis...
Um táxi corre
19.
Por avenidas desertas –
O boêmio ronca.
19.
Um táxi corre
Por avenidas desertas –
O boêmio ronca.
20.
Ao amanhecer, um pássaro
que não para de cantar.
Blyth.
20.
Ao amanhecer, um pássaro
que não para de cantar.
21.
Céu limpo -
Os olhos das vacas brancas
acompanhando a menina.
21.
Céu limpo -
Os olhos das vacas brancas
acompanhando a menina.
22.
À sombra do cogumelo
o inseto se abriga.
22.
À sombra do cogumelo
o inseto se abriga.
23.
paineira florida
a mulher de sombrinha
passa devagar
23.
Paineira florida
a mulher de sombrinha
passa devagar.
24.
no meio da tarde
súbito sopra o vento frio
da velhice.
24.
No meio da tarde
súbito sopra o vento frio
Rua de subúrbio -
25.
Saem mães preocupadas
chamando seus filhos.
25.
Rua de subúrbio -
Saem mães preocupadas
Chamando seus filhos.
26.
Vem do ninho o piado
à espera de alimento.
26.
Vem do ninho o piado
à espera de alimento.
27.
Névoa da manhã -
Aqui e ali o vulto branco
Do gado no pasto.
27.
Névoa da manhã -
Aqui e ali o vulto branco
Do gado no pasto.
28.
Há sorrisos e covinhas
na Primeira Comunhão.
28.
Há sorrisos e covinhas
Na Primeira Comunhão.
29.
Almoço festivo -
Roupas brancas das crianças
Manchadas de molho.
29.
Almoço festivo -
Roupas brancas das crianças
Manchadas de molho.
30.
A passeata da paz
Na praia de Copacabana.
30.
A passeata da paz
Na praia de Copacabana.
31.
Noite de primavera -
Um desejo de abraçar
o filho que partiu.
31.
Noite de primavera –
Um desejo de abraçar
O filho que partiu.
32.
Pela janela do quarto,
O perfume do lírio-branco.
32.
Pela janela do quarto,
O perfume do lírio-branco.
33.
A última página
do livro de cabeceira -
Silêncio e penumbras.
33.
A última página
Do livro de cabeceira –
Silêncio e penumbras.
34.
Passo o final do dia
Pensando no outro dia...
34.
Passo o final do dia
Pensando no outro dia...
35.
Brinquedos no chão -
O avô sorri sozinho
tomando café.
35.
Brinquedos no chão –
O avô sorri sozinho
Tomando café.
36.
Uma cigarra cantando
Vem aí outra estação.
.
Labels: Paulo Franchetti, Renga
10 Oct 2010
O primeiro renga da Haikai
Tarde de verão
Início: 02.02.2010
Término: 04.10.2010
1.
Tarde de verão -
Que refrescante
O cheiro da chuva!
[ Celso Pestana ]
2.
A rede na varanda
Balançando retorcida.
[ José Marins ]
3.
A casa vazia.
O cachorro arranca as roupas
Que secam no varal.
[ Antonio Ezequiel ]
4.
Ecoam pela cidade
As vozes do trio-elétrico.
[ Paulo Franchetti ]
5.
Trilha de montanha
As dores das pernas somem
Ao som da cascata
[ Rosa Clement ]
6.
A imagem de um Buda
Ondula no espelho d’água.
[ Antonio Ezequiel ]
7.
Manhã azul -
O povo chega de metrô
À praça da Sé
[ Celso Pestana ]
8.
A plenos pulmões o pastor
Arrebanha novos fiéis.
[ Antonio Ezequiel ]
9.
Final do dia -
Tantas andorinhas,
Sob um céu de chuva!
[ Paulo Franchetti ]
10.
O gato sobre a mureta
anda pra lá e pra cá.
[ Benedita Azevedo ]
11.
Madrugada -
Chora na maternidade
o mais novo pai.
[ Chris Herrmann ]
12.
Alguém segue contente
pela neblina da cidade.
[ Solange Yokoyawa ]
13.
Caminho de casa -
O sol brilhando nas flores
Da acácia-mimosa.
[ Paulo Franchetti ]
14.
Na gangorra da praça,
a criança de cachecol
[ Jiddu Saldanha ]
15.
Domingo de outono-
a janela a ser aberta
mostrará algo novo?
[ Solange Yokoyawa ]
16.
De binóculo o vizinho
Vasculhando a vizinhança.
[ Benedita Azevedo ]
17.
Tanto mar…
Um cargueiro vai sumindo
Na linha do horizonte
[ Celso Pestana ]
18.
Cai a noite sobre as ondas,
piscam luzes dos faróis …
[ Guin Ga ]
19.
Um táxi corre
Por avenidas desertas -
O boêmio ronca.
[ Celso Pestana ]
20.
Ao amanhecer, um pássaro
que não para de cantar.
[ Rafael Noris ]
21.
Céu limpo -
Os olhos das vacas brancas
acompanhando a menina.
[ Solange Yokoyawa ]
22.
À sombra do cogumelo
o inseto se abriga.
[ Antonio Ezequiel ]
23.
Paineira florida
a mulher de sombrinha.
passa devagar.
[ José Marins ]
24.
No meio da tarde
súbito sopra o vento frio.
[ Carlos Viegas ]
25.
Rua de subúrbio –
Saem mães preocupadas
chamando seus filhos.
[ Guin Ga ]
26.
Vem do ninho o piado
à espera de alimento.
[ Chris Herrmann ]
27.
Névoa da manhã -
Aqui e ali o vulto branco
Do gado no pasto.
[ Paulo Franchetti ]
28.
Há sorrisos e covinhas
na Primeira Comunhão.
[ Chris Herrmann ]
29.
Almoço festivo
Roupas brancas das crianças
Manchadas de molho.
[ Carlos Viegas ]
30.
A passeata da paz
Na praia de Copacabana.
[ Celso Pestana ]
31.
Noite de primavera –
Um desejo de abraçar
o filho que partiu.
[ Ceci Matsu ]
32.
Pela janela do quarto,
O perfume do lírio-branco.
[ Paulo Franchetti]
33.
A última página
do livro de cabeceira -
Silêncio e penumbras.
[ Chris Herrmann ]
34.
Passo o final do dia
Pensando no outro dia…
[ Rafael Noris ]
35.
Brinquedos no chão -
O avô sorri sozinho
tomando café.
[ Chris Herrmann ]
36.
Uma cigarra cantando
Vem aí outra estação.
[ Celso Pestana ]
Labels: Haicai, Haikai, Haiku, Paulo Franchetti, Renga, Rosa Clement
15 Sep 2010
“Humanidades Extemporâneas“
por Chris Herrmann *Como se não bastasse tudo isso, a cada exposição ou publicação de seus trabalhos, conhecemos novos “Tchellos”: o pesquisador, o observador, o questionador, o preocupado com o mundo, o que alerta para as pequenas grandes coisas da vida, o que vibra, que ama, que chora, que cala e o poeta que sinaliza não conseguir rimar dor com amor.
O retrato deste artista multifacetado nos mostra que é possível reunir e vivenciar diversos talentos numa só pessoa. Sua impressionante coleção fotográfica é mais um ´tijolinho´ que compõe a obra do artista visual/designer, editor/escritor e viajante Tchello d’Barros.
A série fotográfica em P&B Humanidades Extemporâneas dialoga e traz elementos e indícios de outras modalidades de expressão artística, nas quais o artista também se dedica, tais como o desenho, a pintura, a poesia visual, o haicai (poema curto de origem japonesa) etc. E, indo mais além, por que não a música, a dança, a filosofia e a sociologia? São temas presentes nesta série, provando que não precisa haver barreiras para a sensibilidade dos amantes da fotografia.
As imagens fazem parte do acervo do artista e são clicadas em suas viagens por diversas cidades do Brasil e do mundo. São temas variados onde o centro é o ser humano e a dimensão poética de seu cotidiano, suas inquietações, seu silêncio.
Pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai, que traz na sua essência o olhar único e, neste caso, de um poeta genial. A sequência nos vai tirando a fala, mas não a emoção. Reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.
RELEASE

A Aliança Francesa, de Vitória-ES, abre nova exposição, desta vez trata-se da série de fotografias em P&B Humanidades Extemporâneas, 23ª exposição individual do artista visual brasileiro Tchello d’Barros. A cidade de Vitória foi escolhida pelo artista por lhe ser uma cidade afetiva, sua família já viveu na capital capixaba e o espaço da exposição da AF foi escolhido pela curadora Denise Moraes por ser uma entidade ligada à cultura francesa. Também porquê a França é um país fortemente associado à fotografia, sendo inclusive visitado eventualmente pelo autor, que tem como principais referenciais os fotógrafos franceses Henry Cartier-Bresson, Pierre Verger e Robert Doisneau.
A curadora acompanha há alguns anos a produção do multifacetado Tchello d’Barros e escolheu essa série de imagens por contrastar e ao mesmo tempo dialogar com outros trabalhos do artista já apresentados na região, como uma série de haicais e a mostra individual de poesia visual Convergências, exibida na faculdade Estácio de Sá.
A coleção de clics é resultante do olhar de viajante que o autor exercita em suas viagens pelo Brasil e Exterior, onde o ser humano – sempre presente nas imagens - é apresentado algumas vezes de forma implícita ou inusitada, em seus aspectos poéticos, dramáticos, culturais, sociopolíticos etc, onde o cotidiano retratado constitui-se numa crônica da contemporaneidade.
Para a escritora carioca, Chris Herrmann, que da Alemanha onde está radicada, acompanha as exposições e publicações de Tchello, “pode-se comparar cada fotografia desta série a um poema curto e intenso como o haicai... reunidas, as cenas parecem contar uma história que só nós podemos continuar ou concluir, mas dificilmente esquecer.”
Segundo o autor, “Humanidades Extemporâneas é um trabalho que diferencia-se de minhas criações em pintura, gravura e literatura, não só na linguagem mas também nas escolhas temáticas e respectivas abordagens. Vivemos um tempo de hiperinformação midiática, poluição visual e afetividades mediadas pelas recentes tecnologias virtuais. A produção dessa série de imagens não pretende negar nada disso, mas perpassa um conceito de extemporaneidade, fora de nosso tempo presente e lugar em que vivemos, com cenas que poderiam ser vivenciadas numa geração anterior ou quem sabe, de uma que ainda está por vir”.
SERVIÇO
Visitação: 23 de setembro a 23 de outubro de 2010
Horários: 2ª a 6ª das 8 às 20h Sábados das 8 às 12h
Endereço: Aliança Francesa | Vitória-ES
Rua Alaor Queiroz de Araújo, 200
Enseada do Suá - Vitória-ES
Curadoria: Denise Moraes
Texto de apresentação: Chris Herrmann
Contatos:
Aliança Francesa - (27) 3345.1498
aliancafrancesavitoria@hotmail.com
Denise Moraes - (27) 3228.1997
denisemoraes53@yahoo.com.br
Tchello d’Barros - (91) 8288.9103
tchello@tchello.art.br
Labels: exposição, fotografia, Haicai, Humanidades Extemporâneas, Tchello d´Barros, vitória
12 Sep 2010
Haicai
A última página
do livro de cabeceira -
Silêncio e penumbras.
Chris Herrmann
.
Labels: Haicai, Haikai, Haiku, livro de cabeceira, penumbras. silêncio
8 Aug 2010
Grupo Go-Brasil - Munique - 21.Julho.2010
Lothar Kuhn e eu fizemos pequenos filmes e depois a edição final. Quem nos convidou para a festa foi uma integrante do grupo, nossa amiga Susie.

Susie e Lothar
Labels: go-brazil.de, munique, münchen
3 Aug 2010
O homem que não chora - Paulo Ciranda, Byafra e Chris Herrmann
Labels: Byafra, Chorinho, Chris Herrmann, O homem que não chora, Paulo Ciranda
14 Jun 2010
Byafra na Rádio UERJ Online - Parte I e II
Labels: Byafra, Entrevista, icaro, Katia Jardim, Mauricio, Radio Uerj Online
20 Apr 2010
16 Apr 2010
30 Mar 2010
7 Haigas...
Haiga é um haikai acompanhado de uma imagem onde o poema escrito interage com simplicidade e sutileza, criando uma sugestão na mente do leitor!...
Jiddu Saldanha e Chris Herrmann
Rosa Clement
Labels: Chris Herrmann, Haicai, Haiga, Haiku, Jiddu Saldanha
25 Mar 2010
23 Feb 2010
15 Feb 2010
Trovinhas
É alguém a se engajar
por onde tudo começa.
Um verbo no linguajar
pode interferir à beça.
Pode interferir à beça
seja um anjo ou sacrepanta.
Não há nada que os impeça
se o canto os males espanta.
Se o canto os males espanta,
a palavra exerce encanto.
Nem sempre um que acalanta,
nem sempre sorriso ou pranto.
.
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Labels: engajamento, engajar, linguajar, trova, trovinha, verbo
27 Jan 2010
Minotauro
Byafra e Chris Herrmann
No meio do palavrório,
procuro a frase que me conduza à saída do labirinto.
O labirinto me sinaliza umas poucas palavras.
Poucas palavras não minimizam a poesia.
Abrem portas. Levitam lá fora.
No meio densa, imensa.
A melhor palavra é a que me conduz ao silêncio,
é a que arrebata a poesia antes da busca.
É a que traça um labirinto de mim mesmo.
É a que me indica ser esta a saída,
meio gente, meio tudo.
Meio do caminho.
Labels: borboleta, Byafra, Chris Herrmann, minotauro, ícaro














