Entrevista Exclusiva Trilíngue com o coral alemão "Die Hopfenkehlchen" (Os Carinhas Saltitantes)

Por Chris Herrmann 💬


 




Entrevista Exclusiva Trilíngue com o coral alemão Die Hopfenkehlchen
(Os Carinhas Saltitantes)

Quando a música e a boa companhia são a melhor terapia!

Por Chris Herrmann

Die Hopfenkehlchen (@die_hopfenkehlchen) são daqueles grupos que parecem ter encontrado pouco espaço para caber em uma única definição. Formado por homens de diferentes profissões, personalidades e histórias de vida, o grupo transformou uma ideia que nasceu entre amigos em uma comunidade musical com mais de 60 integrantes, centenas de solicitações de apresentações por ano e uma identidade construída sobre três pilares muito claros: música, amizade e alegria de viver.

A proposta, desde o início, nunca foi formar um coral preocupado com a perfeição vocal. Pelo contrário. Os Hopfenkehlchen descobriram que cantar juntos poderia ser uma maneira de recuperar amizades, conhecer novas pessoas, divertir-se e, por algumas horas, deixar o cotidiano de lado. O resultado é uma formação que leva a música a sério, mas que prefere não se levar a si mesma tão a sério.

Christoph Roderburg | Foto: Kay-Uwe Fischer

A história do grupo começou a ganhar forma em 2020, a partir de uma ideia de Christoph Roderburg, compartilhada com seu amigo André Wendland e outros amigos próximos. Dois anos depois, em setembro de 2022, aconteceria o primeiro encontro, com apenas dez ou doze homens. A partir dali, o projeto cresceu, vieram os primeiros convites para apresentações e, pouco a pouco, aquilo que deveria ser apenas um hobby tornou-se uma presença cada vez mais conhecida em eventos.

André Wendland | Foto: Kay-Uwe Fischer

Hoje, os Die Hopfenkehlchen continuam funcionando de maneira independente e voluntária. Os próprios integrantes cuidam da direção musical (Christoph, André e Peter), das redes sociais e de muitas outras tarefas, mantendo o caráter coletivo do projeto. São amadores, como fazem questão de ressaltar, mas sobem ao palco diante de públicos que podem variar de 300 a 12 mil pessoas com a disposição de sempre: cantar, divertir-se e proporcionar ao público uma experiência feliz.

Peter Henkens | Foto: Kay-Uwe Fischer

O grupo também procura utilizar suas possibilidades para se envolver em ações beneficentes e fazer o bem sempre que possível. No centro de tudo permanece uma mensagem simples, que resume muito do espírito dos mais de 60 homens que decidiram cantar juntos: “A pura alegria de viver.”

Die Hopfenkehlchen - Ensaio

Die Hopfenkehlchen no Palco | Foto: Kay-Uwe Fischer

Die Hopfenkehlchen no Palco | Foto: Julian Huke Photography


ENTREVISTA COM DIE HOPFENKEHLCHEN


1. Chris Herrmann: Os Hopfenkehlchen nasceram de uma ideia que, inicialmente, parecia quase uma brincadeira entre amigos. Hoje vocês já são mais de 60 integrantes. Quando perceberam que aquela ideia havia se transformado em algo muito maior do que imaginavam?

Die Hopfenkehlchen: Quando começamos, a ideia era nos encontrarmos uma vez por semana com amigos e conhecer gente nova. Muitos de nós tínhamos um hobby regular no passado. Com o passar dos anos e a formação das famílias, porém, esses hobbies foram ficando de lado. Percebemos que estava faltando alguma coisa em nossas vidas.

Então, quisemos encontrar um novo hobby para voltar a cultivar amizades, fazer novos amigos e nos divertir juntos, sem deixar de lado a família e o trabalho.

Em algum momento, percebemos que as pessoas não vinham apenas uma vez por diversão, elas ficavam. Dez ou doze homens rapidamente se transformaram em 20, depois 30, e de repente tivemos que começar a pensar nos problemas de espaço. Quando chegamos a 40, 50 homens, ficou claro: isso já não era um projeto pequeno.

E, ainda assim, uma coisa não mudou até hoje: não nos levamos muito a sério. Nunca quisemos ser o coral que canta perfeitamente. Queríamos ser o coral do qual as pessoas voltassem para casa depois do ensaio tendo esquecido um pouco do cotidiano e com vontade de voltar!

2. CH: No site, vocês dizem, com muito humor, que “saber cantar não deveria ser um pré-requisito” para ser um Hopfenkehlchen. O que vocês consideram mais importante do que cantar perfeitamente para fazer parte do grupo?

DH: A comunidade está absolutamente em primeiro lugar para nós.

Ninguém precisa ter uma voz perfeita. Muito mais importante é que haja sintonia entre as pessoas, que possamos nos se divertir juntos e também transmitir essa diversão. A autoironia definitivamente faz parte de nós.

Saber cantar não é um pré-requisito. Ter vontade de cantar e de fazer parte da comunidade, sim. E quando 60 homens cantam com toda a convicção, talvez nem sempre soe perfeito, mas certamente soa muito verdadeiro e autêntico.

3. CH: Entre vocês, encontram-se pessoas de profissões muito diferentes: fisioterapeutas, policiais, professores, designers, bancários, eletricistas e muitos outros. O que acontece quando mais de 60 homens tão diferentes se reúnem para cantar juntos? E o que vocês aprenderam com essa convivência?

DH: É justamente essa mistura que nos caracteriza. Profissões diferentes, personalidades diferentes, histórias de vida diferentes, mas, quando cantamos, de repente todos são iguais.

Adoramos a diversidade do nosso grupo. Nem sempre é fácil encontrar, para cerca de 60 pessoas, músicas que agradem ao máximo de integrantes possível, mas isso funciona surpreendentemente bem conosco. Por isso, também procuramos cantar músicas de estilos musicais muito diferentes, para que haja algo para todos.

4. CH: Vocês contam que, no primeiro encontro, em setembro de 2022, havia apenas cerca de dez ou doze homens, além de cerveja para criar coragem e um pouco de bebida para “ajudar a voz”. Hoje vocês são mais de 60 integrantes. Qual foi o segredo para transformar aquele primeiro encontro em uma comunidade tão forte?

DH: Talvez justamente o fato de nunca termos tentado criar uma comunidade artificialmente.

No primeiro encontro éramos um pequeno grupo de amigos e conhecidos, havia um pouco de cerveja e simplesmente começamos a cantar. Sem conhecimento prévio e sem apoio profissional. E é basicamente assim que fazemos até hoje. A diferença é que, ao longo dos anos, investimos muita energia e paixão no projeto. Hoje podemos dizer que transformamos aquele grupo meio desorganizado em um coral masculino semiprofissional.

E talvez esse seja realmente o nosso segredo: não nos reunimos para sermos perfeitos. Nos reunimos para passar bons momentos e não fingimos ser aquilo que não somos.

5. CH: A música parece ser apenas uma parte daquilo que vocês fazem juntos. Humor, amizade, autoironia e, sobretudo, uma grande alegria de viver também fazem parte dessa experiência. Vocês se veem mais como um coral, um grupo de amigos, uma comunidade ou uma mistura de tudo isso?

DH: Definitivamente, uma mistura de tudo isso.

Naturalmente, somos um coral masculino. Mas, quando mais de 60 homens cantam regularmente juntos, comemoram, viajam, sobem ao palco e compartilham experiências, novas amizades e vínculos surgem automaticamente.

Às vezes também somos um grupo meio caótico, mas sempre com o objetivo de dar o nosso melhor e espalhar alegria.

Quando não nos levamos tão a sério e ainda conseguimos colocar um sorriso no rosto de outras pessoas, esse é, para nós, o momento mais bonito.

6. CH: O vídeo que publiquei no Instagram, em que vocês cantam “What’s Up?”, me chamou especialmente a atenção pela energia e pela alegria contagiante. Como vocês decidem quais músicas entram no repertório dos Hopfenkehlchen? E o que uma música precisa ter para ganhar a cara própria do grupo?

DH: O que raramente aparece nos pequenos trechos de vídeos que vocês veem no Instagram é que também cantamos muitos ´pot-pourris´. As músicas precisam nos divertir, para que possamos transmitir essa diversão ao público.

Não procuramos músicas que sejam especialmente complexas do ponto de vista musical. Queremos músicas que o maior número possível de pessoas conheça, aquelas em que já dá vontade de cantar junto depois dos primeiros acordes.

Uma música pode soar um pouco diferente conosco. Mais energia, mais humor, mais emoção. “What’s Up?” é um bom exemplo disso. Quando 60 homens cantam essa música com toda a convicção, simplesmente surge uma energia muito própria.

7. CH: O humor está claramente presente na identidade dos Hopfenkehlchen, inclusive na maneira como vocês se apresentam ao público. De que forma o humor ajuda vocês a aproximar as pessoas da música e a criar uma experiência diferente durante os shows?

DH: Desde o início, era importante para nós mostrar, já pelo nosso nome, “Die Hopfenkehlchen”, que não nos levamos muito a sério. Não somos um coral clássico, nunca conseguiríamos corresponder a essa expectativa.

Quando estamos no palco e não tentamos parecer especialmente perfeitos, as pessoas na plateia percebem isso imediatamente. Elas podem rir conosco, cantar junto e simplesmente se divertir.

E isso é especialmente importante quando cantamos juntos. Se conseguirmos contribuir para que alguém esqueça o cotidiano por alguns minutos e simplesmente comemore conosco, então já teremos feito tudo certo.

8. CH: Vocês são de Eschweiler, mas atualmente também levam essa energia para outras cidades e diferentes eventos. Como o público reage quando encontra pela primeira vez esse grupo tão inusitado de homens cantando juntos? Existe alguma reação do público da qual vocês se lembram com especial carinho?

DH: Já aconteceu algumas vezes de o público começar um show um pouco desconfiado, porque as pessoas não sabem muito bem o que esperar. Mas isso geralmente passa muito rápido. 😄

Não existe “uma única” reação que tenha ficado especialmente marcada em nossa memória. São aqueles momentos em que, no meio de uma música, percebemos que de repente a sala inteira está cantando junto. Então olhamos uns para os outros e pensamos: é exatamente por isso que fazemos isso.

9. CH: Sou brasileira, mas vivi 25 anos na Alemanha e trabalhei durante quase uma década como musicoterapeuta em Düsseldorf. Por isso, talvez eu enxergue a música de vocês também um pouco por essa perspectiva: vocês acreditam que cantar juntos pode realmente mudar o estado de espírito das pessoas e criar vínculos entre elas?

DH: Com certeza! Não é preciso ser músico para sentir o que acontece quando muitas pessoas cantam juntas. E talvez essa seja justamente a força especial da música: ela cria conexão antes mesmo de as pessoas terem conversado umas com as outras.

Quando estamos no palco e 60 homens cantam juntos, vivenciamos isso todas as vezes. A música transforma o estado de espírito positivamente, tanto o nosso quanto, esperamos, o do público.

10. CH: E, para terminar, exatamente no espírito daquilo que está no coração dos Hopfenkehlchen: se vocês pudessem transmitir ao público brasileiro uma única mensagem através da música e da alegria de viver de vocês, qual seria?

DH: Muito simples: aproveitem a vida e cantem quando tiverem vontade!

Não é preciso ser perfeito para criar algo bonito juntos. Não é preciso ter a melhor voz para tocar as pessoas.

Se conseguirmos levar um pequeno pedaço dessa alegria de viver para o Brasil e para o mundo através da nossa música, isso será algo muito especial para nós!






Exclusive Trilingual Interview with the German Choir Die Hopfenkehlchen (The Hopping Guys)

When music and good company are the best therapy!

By Chris Herrmann


Die Hopfenkehlchen (@die_hopfenkehlchen) are one of those groups that seem to have found too little room to fit into a single definition. Made up of men from different professions, personalities and walks of life, the group has transformed an idea born among friends into a musical community of more than 60 members, with hundreds of performance requests each year and an identity built around three very clear elements: music, friendship and the joy of living.

From the very beginning, the goal was never to create a choir obsessed with vocal perfection. Quite the opposite. The Hopfenkehlchen discovered that singing together could be a way to reconnect with friends, meet new people, have fun and, for a few hours, leave everyday life behind. The result is a group that takes music seriously, but prefers not to take itself too seriously.

Christoph Roderburg | Photo: Kay-Uwe Fischer


The group's story began to take shape in 2020, when Christoph Roderburg came up with the idea of founding a men's choir together with his friend André Wendland and other close friends. Two years later, in September 2022, the first meeting took place, with just ten or twelve men. From there, the project grew, the first invitations to perform arrived and, little by little, what was initially intended to be just a hobby became an increasingly well-known presence at events.

André Wendland | Photo: Kay-Uwe Fischer

Today, Die Hopfenkehlchen continue to operate independently and on a voluntary basis. The members themselves take care of the musical direction (Christoph, André and Peter), social media and many other tasks, preserving the collective nature of the project. They are amateurs, as they are quick to point out, but they take the stage before audiences ranging from 300 to 12,000 people with the same spirit they have always had: to sing, have fun and give the audience a joyful experience.

Peter Henkens | Photo: Kay-Uwe Fischer

The group also seeks to use its opportunities to support charitable causes and do some good whenever possible. At the heart of everything remains a simple message that sums up much of the spirit of these more than 60 men who decided to sing together: “The pure joy of life.”


Die Hopfenkehlchen - Rehearsal

Die Hopfenkehlchen on Stage | Photo: Kay-Uwe Fischer

Die Hopfenkehlchen on Stage | Photo: Julian Huke Photography



INTERVIEW WITH DIE HOPFENKEHLCHEN


1. Chris Herrmann: Die Hopfenkehlchen grew out of an idea that initially seemed almost like a joke among friends. Today, you already have more than 60 members. When did you realize that this idea had grown into something much bigger than you had originally imagined?

Die Hopfenkehlchen: When we started, the idea was to meet once a week with friends and get to know new people. Many of us had regular hobbies in the past. As we got older and started families, however, these hobbies gradually became less important. We realized that something was missing from our lives.

So we wanted to find a new hobby that would allow us to maintain friendships, make new friends and have fun together, without neglecting our families or our jobs.

At some point, we realized that people were not just coming once for fun, they were staying. Ten or twelve men quickly became 20, then 30, and suddenly we had to start thinking about space problems. By the time we reached 40 or 50 men, it was clear: this was no longer a small project.

And yet one thing has never changed: we don't take ourselves too seriously. We never wanted to be the choir that sings perfectly. We wanted to be the choir where people go home after rehearsal having forgotten about everyday life for a while and looking forward to coming back!

2. CH: On your website, you say with great humor that “being able to sing should not be a prerequisite” for becoming a Hopfenkehlchen. What do you believe is more important than singing perfectly in order to be part of the group?

DH: Community is absolutely our top priority.

Nobody needs to have a perfect voice. Much more important is that we get along as people, that we have fun together and that we can convey that fun to others. Self-irony is definitely part of who we are.

Being able to sing is not a prerequisite. Having the desire to sing and to be part of the community is. And when 60 men sing with complete conviction, it may not always sound perfect, but it certainly sounds genuine and authentic.

3. CH: People from very different professions come together in your group: physiotherapists, police officers, teachers, designers, bank employees, electricians and many others. What happens when more than 60 very different men come together to sing? And what have you learned from being part of this community?

DH: That mixture is exactly what defines us. Different professions, different personalities, different life stories, and yet when we sing, suddenly everyone is equal.

We love the diversity within our group. It is not always easy to find songs that appeal to as many of the approximately 60 members as possible, but somehow it works surprisingly well for us. That's why we also try to sing songs from many different musical genres, so that there is something for everyone.

4. CH: You say that at your first meeting in September 2022, there were only about ten or twelve men, along with beer to give you courage and a little alcohol to “support” your voices. Today, you have more than 60 members. What was the secret to turning that first meeting into such a strong community?

DH: Perhaps it was precisely the fact that we never tried to create a community artificially.

At the first meeting, we were a small group of friends and acquaintances. There was some beer, and then we simply started singing. No previous experience and no professional support, and that is basically how we still do it today. The difference is that over the years we have invested a great deal of energy and passion into the project.

Today, we can say that we have turned a rather wild bunch into a semi-professional men's choir.

And perhaps that really is our secret: we don't come together to be perfect. We come together to have a good time and to be ourselves.

5. CH: Music seems to be only one part of what you do together. Humor, friendship, self-irony and, above all, a great joy of life are clearly part of the experience as well. Do you see yourselves more as a choir, a group of friends, a community, or a mixture of all these things?

DH: Definitely a mixture of all of these.

Of course, we are a men's choir. But when more than 60 men regularly sing together, celebrate, travel, perform on stage and share experiences, new friendships and connections naturally develop.

Sometimes we are also a rather chaotic bunch, but always with the goal of doing our best and spreading joy.

When we don't take ourselves quite so seriously and can also put a smile on someone else's face, that is the most beautiful moment for us.

6. CH: The video I posted on Instagram, in which you sing “What’s Up?”, particularly impressed me with its energy and contagious joy. How do you decide which songs become part of the Hopfenkehlchen repertoire? And what does a song need in order to take on the group's own distinctive character?

DH: What you rarely see in the short video clips on Instagram is that we also sing a lot of medleys. The songs have to be fun for us, so that we can pass that fun on to the audience.

We are not looking for particularly musically demanding songs. We want songs that as many people as possible know, songs that make you want to sing along after just the first few bars.

A song is allowed to sound a little different with us. More energy, more humor, more emotion. “What’s Up?” is a good example. When 60 men sing that song with complete conviction, it simply creates an energy of its own.

7. CH: Humor is clearly part of the Hopfenkehlchen identity, including the way you present yourselves to your audience. How does humor help you bring people closer to music and create a different kind of experience at your performances?

DH: From the very beginning, it was important to us to show through our name, “Die Hopfenkehlchen”, that we don't take ourselves too seriously. We are not a traditional choir, and we could never live up to that expectation.

When we stand on stage and don't try to appear particularly perfect, the people in the audience notice it immediately. They are allowed to laugh with us, sing along and simply have a good time.

And that is especially important when people sing together. If we can help someone forget about everyday life for a few minutes and simply celebrate with us, then we have already done everything right.

8. CH: You come from Eschweiler, but you are now also taking your energy to other cities and different events. How does the audience react when they encounter this unusual group of men singing together for the first time? Is there a particular audience reaction that you still remember especially fondly?

DH: We have experienced a few times that the audience is initially somewhat skeptical at the beginning of a performance because people don't really know what to expect. But that usually disappears very quickly. 😄

There isn't one single reaction that stands out in our memory. It is those moments when, in the middle of a song, we realize that suddenly the entire room is singing along. Then we look at each other and think: This is exactly why we do this.

9. CH: I am Brazilian, but I lived in Germany for 25 years and worked as a music therapist in Düsseldorf for almost a decade. So perhaps I also view your music from that perspective: do you believe that singing together can genuinely change people's mood and create connections between them?

DH: Absolutely! You don't have to be a musician to feel what happens when many people sing together. And perhaps that is precisely the special power of music: it creates connection before people have even spoken to one another.

When we are on stage and 60 men sing together, we experience this every time. Music changes the mood in a positive way, both for us and, hopefully, for the audience as well.

10. CH: And finally, very much in keeping with what lies at the heart of the Hopfenkehlchen: if you could convey a single message to Brazilian audiences through your music and your joy of life, what would it be?

DH: Quite simply: enjoy life and sing whenever you feel like it!

You don't have to be perfect to create something beautiful together. You don't need to have the best voice to touch people.

If we can bring a small piece of this joy of life to Brazil and to the world through our music, that would be something very special for us!








Exklusives dreisprachiges Interview mit dem deutschen Chor
"Die Hopfenkehlchen"

Wenn Musik und gute Gesellschaft die beste Therapie sind!

Von Chris Herrmann

Die Hopfenkehlchen (@die_hopfenkehlchen)sind eine Gruppe, die sich nur schwer in eine einzige Schublade stecken lässt. Männer aus ganz unterschiedlichen Berufen, mit unterschiedlichen Persönlichkeiten und Lebensgeschichten, haben aus einer Idee unter Freunden eine musikalische Gemeinschaft mit inzwischen mehr als 60 Mitgliedern gemacht. Hunderte von Anfragen für Auftritte erreichen die Gruppe jedes Jahr. Ihre Identität beruht dabei auf drei klaren Elementen: Musik, Freundschaft und pure Lebensfreude.

Von Anfang an ging es nicht darum, einen Chor zu gründen, der auf stimmliche Perfektion ausgerichtet ist. Ganz im Gegenteil. Die Hopfenkehlchen haben entdeckt, dass gemeinsames Singen eine Möglichkeit sein kann, Freundschaften zu pflegen, neue Menschen kennenzulernen, gemeinsam Spaß zu haben und für einige Stunden den Alltag hinter sich zu lassen. Das Ergebnis ist ein Chor, der die Musik ernst nimmt, sich selbst aber lieber nicht allzu ernst.

Christoph Roderburg | Foto: Kay-Uwe Fischer

Die Geschichte der Gruppe nahm 2020 ihren Anfang, als Christoph Roderburg gemeinsam mit seinem Kumpel André Wendland und weiteren engen Freunden die Idee zur Gründung eines Männerchores entwickelte. Zwei Jahre später, im September 2022, fand das erste Treffen mit gerade einmal zehn oder zwölf Männern statt. Von dort an wuchs das Projekt, die ersten Auftrittsanfragen kamen hinzu und aus einem zunächst als Hobby gedachten Vorhaben wurde nach und nach eine immer bekanntere Formation bei Veranstaltungen.

André Wendland | Foto: Kay-Uwe Fischer

Heute arbeiten die Hopfenkehlchen weiterhin unabhängig und ehrenamtlich. Die Mitglieder kümmern sich selbst um die musikalische Leitung (Christoph, André und Peter), Social Media und viele weitere Aufgaben und bewahren damit den gemeinschaftlichen Charakter des Projekts. Sie sind Amateure, wie sie selbst betonen, stehen aber vor 300 oder auch 12.000 Zuschauern auf der Bühne und verfolgen dabei immer dasselbe Ziel: gemeinsam zu singen, Spaß zu haben und dem Publikum eine schöne Zeit zu bereiten.

Peter Henkens | Foto: Kay-Uwe Fischer

Darüber hinaus versuchen die Hopfenkehlchen, sich im Rahmen ihrer Möglichkeiten gemeinnützig zu engagieren und hier und da etwas Gutes zu tun. Im Mittelpunkt steht eine einfache Botschaft, die den Geist dieser mehr als 60 Männer treffend zusammenfasst: „Die pure Lust am Leben.“


Die Hopfenkehlchen - Probe

Die Hopfenkehlchen auf der Bühne | Foto: Kay-Uwe Fischer

Die Hopfenkehlchen auf der Bühne | Foto: Julian Huke Photography


INTERVIEW MIT DIE HOPFENKEHLCHEN


1. Chris Herrmann: Die Hopfenkehlchen sind aus einer Idee entstanden, die zunächst fast wie ein Spaß unter Freunden wirkte. Heute seid ihr bereits mehr als 60 Mitglieder. Wann habt ihr gemerkt, dass aus dieser Idee etwas viel Größeres geworden war, als ihr euch ursprünglich vorgestellt habt?

Die Hopfenkehlchen: Als wir begonnen haben, ging es uns darum, uns einmal in der Woche mit Freunden zu treffen und neue Leute kennenzulernen. Viele von uns hatten in der Vergangenheit ein regelmäßiges Hobby. Mit zunehmendem Alter und Familiengründung wurden diese Hobbys jedoch weniger. Wir stellten jedoch fest, dass etwas im Leben fehlt.

So wollten wir ein neues Hobby finden, um wieder Freundschaften zu pflegen, neue Freunde zu finden und gemeinsam Spaß zu haben, ohne dabei Familie und Beruf zu vernachlässigen.

Irgendwann haben wir gemerkt: Die Leute kommen nicht nur einmal zum Spaß vorbei, sie bleiben. Aus zehn oder zwölf Männern wurden schnell 20, dann 30, und plötzlich mussten wir anfangen, über Platzprobleme nachzudenken. Spätestens bei 40, 50 Männern war klar: Das hier ist kein kleines Projekt mehr.

Und trotzdem hat sich eines bis heute nicht verändert: Wir nehmen uns selbst nicht zu ernst. Wir wollten nie der Chor sein, der perfekt singt. Wir wollten der Chor sein, bei dem man nach der Probe nach Hause geht, den Alltag etwas vergessen hat und gerne wiederkommt!

2. CH: Auf eurer Website sagt ihr mit viel Humor, dass „Singen können keine Voraussetzung“ sein sollte, um ein Hopfenkehlchen zu werden. Was ist eurer Meinung nach wichtiger als perfekter Gesang, um Teil der Hopfenkehlchen zu sein?

DH: Die Gemeinschaft steht bei uns absolut im Vordergrund.

Bei uns muss niemand eine perfekte Stimme haben. Viel wichtiger ist, dass es menschlich passt, dass wir gemeinsam Spaß haben und diesen Spaß auch vermitteln. Selbstironie gehört bei uns definitiv dazu.

Singen können ist keine Voraussetzung – Lust am Singen und an der Gemeinschaft schon. Und wenn dann 60 Männer mit voller Überzeugung singen, klingt das manchmal vielleicht nicht perfekt, aber dafür ziemlich echt und authentisch.

3. CH: Bei euch treffen Menschen aus ganz unterschiedlichen Berufen aufeinander: Physiotherapeuten, Polizisten, Lehrer, Designer, Bankangestellte, Elektriker und viele andere. Was passiert, wenn mehr als 60 so unterschiedliche Männer zusammenkommen, um gemeinsam zu singen? Und was habt ihr durch dieses Miteinander gelernt?

DH: Genau diese Mischung macht uns aus. Unterschiedliche Berufe, unterschiedliche Charaktere, unterschiedliche Lebensgeschichten – und beim Singen sind plötzlich alle gleich.

Wir lieben die Vielfalt in unserer Gruppe. Es ist nicht immer einfach, bei ca. 60 Leuten Lieder zu finden, die möglichst allen gefallen, aber das klappt bei uns erstaunlich gut. Daher versuchen wir auch, Songs aus ganz verschiedenen Musikrichtungen zu singen, sodass für jeden etwas dabei ist.

4. CH: Ihr erzählt, dass bei eurem ersten Treffen im September 2022 nur etwa zehn bis zwölf Männer dabei waren, dazu Bier, um etwas Mut zu machen, und ein bisschen Alkohol, um die Stimme zu „unterstützen“. Heute seid ihr mehr als 60 Mitglieder. Was war das Geheimnis, aus diesem ersten Treffen eine so starke Gemeinschaft entstehen zu lassen?

DH: Vielleicht gerade, dass wir nie versucht haben, eine Gemeinschaft künstlich zu erschaffen.

Beim ersten Treffen waren wir eine kleine Gruppe Freunde und Bekannte, ein bisschen Bier war dabei und dann haben wir einfach losgesungen. Ohne Vorkenntnisse und ohne professionelle Unterstützung – und so machen wir das eigentlich bis heute. Mit dem Unterschied, dass wir im Laufe der Jahre sehr viel Energie und Leidenschaft in das Projekt investiert haben. So können wir heute von uns behaupten, dass wir aus einem wilden Haufen durchaus einen semiprofessionellen Männerchor gemacht haben.

Und vielleicht ist das tatsächlich unser Geheimnis: Wir kommen nicht zusammen, um perfekt zu sein. Wir kommen zusammen, um eine gute Zeit zu haben und verstellen uns dabei nicht.

5. CH: Musik scheint nur ein Teil dessen zu sein, was ihr gemeinsam macht. Humor, Freundschaft, Selbstironie und vor allem die große Freude am Leben gehören offensichtlich genauso dazu. Seht ihr euch eher als Chor, als Freundeskreis, als Gemeinschaft oder als eine Mischung aus all dem?

DH: Definitiv eine Mischung aus all dem.

Natürlich sind wir ein Männerchor. Aber wenn man regelmäßig mit über 60 Männern singt, feiert, unterwegs ist, auf der Bühne steht und gemeinsam Dinge erlebt, entstehen automatisch auch neue Freundschaften und Verbindungen.

Manchmal sind wir aber auch ein chaotischer Haufen, aber immer mit dem Ziel, das Beste zu geben und Freude zu verbreiten.

Wenn wir uns selbst nicht ganz so ernst nehmen und dann auch noch anderen ein Lächeln ins Gesicht zaubern können, ist das für uns der schönste Moment.

6. CH: Das Video, das ich auf Instagram veröffentlicht habe, in dem ihr „What’s Up?“ singt, hat mich besonders durch seine Energie und ansteckende Freude begeistert. Wie entscheidet ihr, welche Lieder in das Repertoire der Hopfenkehlchen aufgenommen werden? Und was muss ein Lied mitbringen, damit es den ganz eigenen Charakter der Hopfenkehlchen bekommt?

DH: Was man z. B. auf Instagram bei den kurzen Videoausschnitten selten sieht, ist, dass wir auch ganz viele Medleys singen. Die Lieder sollen uns selbst Spaß machen, damit wir diesen auch rüberbringen können.

Wir suchen keine musikalisch besonders anspruchsvollen Lieder. Wir wollen Lieder, die möglichst viele Menschen kennen, bei denen man schon nach den ersten Takten mitsingen möchte.

Ein Lied darf bei uns ruhig ein bisschen anders klingen. Mehr Energie, mehr Humor, mehr Emotion. „What’s Up?“ ist dafür ein gutes Beispiel. Wenn 60 Männer diesen Song mit voller Überzeugung singen, entsteht einfach eine ganz eigene Energie.

7. CH: Humor gehört ganz offensichtlich zur Identität der Hopfenkehlchen, auch in der Art, wie ihr euch eurem Publikum präsentiert. Inwiefern hilft euch der Humor dabei, Menschen für Musik zu begeistern und bei euren Auftritten ein besonderes Erlebnis zu schaffen?

DH: Als Erstes war uns wichtig, schon mit unserem Namen „Die Hopfenkehlchen“ zu zeigen, dass wir uns selbst nicht zu ernst nehmen. Wir sind kein klassischer Chor, diesem Anspruch könnten wir niemals gerecht werden.

Wenn wir auf der Bühne stehen und nicht versuchen, besonders perfekt zu wirken, merken die Menschen im Publikum das sofort. Sie dürfen mit uns lachen, mitsingen und einfach eine gute Zeit haben.

Und gerade beim gemeinsamen Singen ist das wichtig. Wenn wir dazu beitragen können, dass jemand für ein paar Minuten seinen Alltag vergisst und einfach mit uns feiert, haben wir eigentlich schon alles richtig gemacht.

8. CH: Ihr kommt aus Eschweiler, bringt eure Energie aber inzwischen auch in andere Städte und zu unterschiedlichen Veranstaltungen. Wie reagiert das Publikum, wenn es zum ersten Mal diese ungewöhnliche Gruppe von Männern erlebt, die gemeinsam singt? Gibt es eine Reaktion des Publikums, an die ihr euch bis heute besonders gerne erinnert?

DH: Wir haben schon ein paar Mal erlebt, dass das Publikum zu Beginn eines Auftritts erst mal skeptisch ist, da das Publikum nicht so recht weiß, was es erwartet. Das legt sich aber meistens sehr schnell. 😄

Es gibt nicht „die eine“ Reaktion, die uns besonders in Erinnerung geblieben ist. Es sind diese Momente, wenn wir mitten im Lied merken, dass plötzlich der komplette Saal mitsingt. Dann schauen wir uns untereinander an und denken: Genau dafür machen wir das.

9. CH: Ich bin Brasilianerin, habe aber 25 Jahre in Deutschland gelebt und fast ein Jahrzehnt lang als Musiktherapeutin in Düsseldorf gearbeitet. Deshalb betrachte ich eure Musik vielleicht auch ein wenig aus dieser Perspektive: Glaubt ihr, dass gemeinsames Singen tatsächlich die Stimmung von Menschen verändern und Verbindungen zwischen ihnen schaffen kann?

DH: Absolut! Man muss kein Musiker sein, um zu spüren, was passiert, wenn viele Menschen gemeinsam singen. Und vielleicht ist genau das die besondere Kraft von Musik: Sie schafft Verbindung, bevor man überhaupt miteinander gesprochen hat.

Wenn wir auf der Bühne stehen und 60 Männer gemeinsam singen, erleben wir das jedes Mal. Die Musik verändert die Stimmung zum Positiven – bei uns und hoffentlich auch beim Publikum.

10. CH: Und zum Abschluss, ganz im Sinne dessen, was das Herz der Hopfenkehlchen ausmacht: Wenn ihr dem brasilianischen Publikum durch eure Musik und eure Lebensfreude eine einzige Botschaft vermitteln könntet, welche wäre das?

DH: Ganz einfach: Habt Spaß am Leben und singt, wenn euch danach ist!

Man muss nicht perfekt sein, um gemeinsam etwas Schönes zu schaffen. Man muss nicht die beste Stimme haben, um Menschen zu berühren.

Wenn wir mit unserer Musik ein kleines Stück von dieser Lebensfreude nach Brasilien und in die Welt bringen können, dann ist das für uns etwas ganz Besonderes!








CHRIS HERRMANN
Editora-chefe e Colunista
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