25 Jul 2009

HAIBUN




HAIBUN

Chris Herrmann


Dia quente e chuvoso. Hilden amanhece sem suas borboletas.
Será que voaram para a vizinha Dusseldorf?
Não foram para longe.
Devem estar sob um teto aconchegante.
Descansam suas asas sem se molhar.
Não podem perder os tons de primavera.


Gotinhas de chuva
no jardim das borboletas.
Elas voltam já.


________________

O que é um "Haibun"?

O haibun é um texto curto em prosa, seguido por um ou mais haicai. A prosa que antecede o haicai geralmente se refere a uma experiência vivida pelo escritor. Alguns autores de haibun preferem escrever a prosa de forma simples e direta, ou ainda compacta, curta ou telegráfica, omitindo verbos, pronomes e outros elementos gramaticais (Reichhold, 2002). O objetivo do haicai que acompanha a prosa é dar uma nova dimensão, provocar uma mudança de cena, voz ou tempo, tal como as duas partes de uma tanka. Um haibun também inclui um título e deve ser escrito no tempo presente. Ainda de acordo com a definição da Haiku Society of America, além de brevidade, um haibun pode conter até 300 palavras e haicais entremeados. [Fonte: sumauma.net]

.

23 Jul 2009

O Livro (Das Buch) "Voos de Borboleta"



"Voos de Borboleta"* é o meu novo livro com uma coletânea de 178 haicais em sua maioria em português, mas com alguns em alemão, esperanto e italiano. Revisado por Hugo Pontes, prefaciado por Leila Míccolis e com comentários de Antônio Mariano, Edith Janete Schaefer, Hugo Pontes, e Pedro Lyra.


"ENCONTROS COM A NATUREZA
por Edith Janete Schaefer Psicóloga, Ensaísta e Mestranda em Educação

Corremos muito. O mundo sofre com a efemeridade. Textos longos podem cansar, é preciso concisão! Os haicais surgem como possíveis linhas de fuga nessa corrida, são encontros com a natureza. Parar brevemente, ler, ser pungido em um encanto muito maior do que a brevidade do haicai. Haicais podem tocar. São certeiros por vezes. Os haicais de Chris, lembram um sopro de alma (psique) , que sai do corpo morto em forma de borboleta (psique), como um sinal de vida, fluidez e amor. Ora, o que seria da alma sem o amor? O que seria o mundo sem a polinização das borboletas? Chris poliniza, faz brotar, diversifica o ambiente em que vivemos. Seus haicais tem cheiro, cores e movimento. “Não há borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses” (Rubem Alves)"


Uma pequena biografia:

Christina Magalhães Herrmann nasceu no Rio de Janeiro. Estudou literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro; música e piano no Conservatório Brasileiro de Música (CBM). Desde muito jovem começou a escrever poemas e compor músicas.
Vivendo com sua família na Alemanha, desde 1996, trabalha como Web Designer e tradutora do Inglês e Alemão para o Português.
Seu espírito criativo, combinado à paixão pela Literatura Japonesa e Arte Digital, vem contribuindo para uma nova geração de haicais teuto-brasileiros.
Participou de diversas publicações de poesia impressas e digitais no Brasil, Espanha e Estados Unidos.
Idealizou e lançou em parceria com o Congresso Brasileiro de Poesia, em 2006 e 2007, cinco antologias de poesia, incluindo uma somente com haicais de poetas de suas comunidades virtuais.
Tem uma coluna quinzenal – a Orkultural – no conceituado portal cultural Blocos Online.
Em novembro de 2007 foi nomeada consulesa do movimento Poetas del Mundo em Dusseldorf, Alemanha, por indicação da poeta Delasnieve Daspet, embaixadora universal da paz para o Brasil.
Sítio oficial: www.christinaherrmann.com

* para adquiri-lo clique aqui.

.

6 Jul 2009

Revista Mirante - dedicação à literatura desde 1982

Chris Herrmann

Mirante é uma revista literária santista fundada pelo poeta Valdir Alvarenga em 1982, juntamente com Antônio Canuto.
Sem qualquer patrocínio, a revista ficou sete anos sem circular. Retornou graças ao esforço da poeta Claudia Brino, esposa de Alvarenga e coordenadora do Clube de Poetas do Litoral.

Nestes 27 anos, a Mirante publicou poemas de centenas de autores, não só da região, mas também de vários lugares do País. “Já recebemos trabalhos de Brasília, Pernambuco e São Paulo”, afirma Alvarenga. Vinícius de Moraes, Rimbaud, Pablo Neruda e T.S. Eliot, por exemplo, já freqüentaram as páginas da publicação. Da Baixada Santista, destacam-se nomes como Roldão Mendes Rosa, Madô Martins, Narciso de Andrade e Carolina Ramos, entre outros.





Meu poema "Faca afiada" na Mirante 65